quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Na ausência de
profundos sentimentos
vive-se no limite
da superfície
em mergulhos rasos
e amedrontados
falta-nos fôlego
falta-nos coragem
não vamos ao fundo
por medo
que o 'turbilhão' nos
arranque os pés do chão
(enganosa sensação de permanência)
preferimos o conforto
da mesmice
à insegurança do
prazer que poderíamos ter
e por absoluta covardia
o que nos resta é a
banalização e a pequenez
dos risíveis sentires
- e continuamos pedindo clemência à solidão!
© Sonie Marie
 
Painting by Danilo Ricciardi