domingo, 20 de novembro de 2016

alteridade

Não me prendo a nada que me defina. sou companhia, mas posso ser solidão. tranquilidade e inconstância, pedra e coração. 
Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. 
Música alta e silêncio. 
Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. 
Não me limito, não sou cruel comigo! 
Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…
Clarice Lispector





foto: Henriette Browne